Novos Sensores, Canetas Digitais, Bombas Patch com Sensor e Outras Novidades apresentadas no #ADA2016


Muito foi discutido sobre novas tecnologias no Congresso da American Diabetes Association de 2016. Como não poderia deixar de ser, o FreeStyle Libre foi um dos grandes destaques, visto que, aos poucos, está sendo lançado em diversos países do mundo. Já publicamos sobre as principais características desse equipamento, assim como detalhes sobre seu lançamento no Brasil. Em breve publicaremos também, em primeira mão, resultados do estudo IMPACT, apesentado também durante o Congresso ADA 20016, no qual foram avaliados os resultados do uso do Libre por 2 anos em países da Europa.



Sobre as canetas digitais, a que chamou mais a atenção foi a Pendiq, que já está aprovada e sendo vendida na Europa. Além do visor digital, o que se destaca nessa caneta é:
  • Doses a partir de 0,1 unidade;
  • Visualização de informações relativas à última aplicação (número de unidades e tempo);
  • Compatibilidade com refis de insulina e agulhas de todas as marcas; 
  • Alarmes programáveis;
  • Transferência de dados (até 195 últimas aplicações) por USB para o computador.



Ainda sobre canetas, vale a pena lembrar da, já mais tradicional, Timesulin. Esta não é uma caneta, mas uma tampa para as canetas descartáveis. Há modelo para canetas descartáveis da Novo, da Lilly e da Sanofi. Trata-se de um produto durador e digital. A proposta da Timesulin é não deixar que você esqueça que já se aplicou e mostrar quanto tempo faz que se aplicou. Cada vez que você retira a tampa para se aplicar, o cronometro volta ao zero e começa a contar o tempo a partir dessa nova aplicação.   

No mesmo estande onde estava sendo apresentada a Pendiq, estavam também sendo apresentadas uma nova Bomba de Insulina Patch (EOPatch*) e um novo sensor de glicose (CT-100*). Os destaques destes são:
  • O patch com a insulina é realmente leve e discreto;
  • Tanto o sensor quanto o patch da bomba de insulina são controlados e têm suas informações lidas através de aplicativo no celular (transmissão bluetooth);
  • O sensor é para monitorização continua (CGM) e conta com quatro eletrodos, dura 7 dias e depender de apenas 1 calibração durante todo o período de 7 dias.




Outro sensor apresentado foi o San MediTech's Real-Time CGM (RT-CGM).* Assim como o anterior, este também ainda não foi aprovado e teve apenas divulgada a imagem e um estudo com 73 participantes, indicando resultados semelhantes aos de outros sensores. 

www.healthline.com/diabetesmine/news-from-ada-2014
Por fim, os representantes de uma empresa Israelense nos EUA apresentaram um equipamento que que pode ser considerado uma boa parte do chamado "kit pâncreas" (kit que deve ser sempre levado por quem tem diabetes tipo 1 para correções da glicemia em qualquer momento), o Dario. Trata-se de um pequeno kit, que cabe na palma da mão, e que leva dentro de si as tiras de teste, as lancetas e um pequeno glicosímetro que se conecta a qualquer celular através da saída dos fones de ouvido. Portanto, é também um moderno glicosímetro que permite a transferência imediata de valores da glicemia à nuvem, analise através de um moderno aplicativo e acesso à distância.

















____________________________
*Tecnologias ainda não aprovadas.

Comentários

  1. Uma pena que tudo isso demore séculos pra chegar ao Brasil...

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    1. Isto quando chegam. O CGM por exemplo não existe até hoje, já que o freestyle libre não é um monitor continuo e sim flash. O único CGM é o da medtronic, mas só dá pra usar quem tem a bomba deles. 😕

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