domingo, 13 de novembro de 2016

Dia Mundial do Diabetes: Teste Para Prevenir!



O tema deste ano do Dia Mundial do Diabetes é: Teste Para Prevenir! Clique aqui e faça o teste sugerido pela IDF para saber seu risco de desenvolver diabetes tipo 2!


Este tema tem duplo objetivo, o primeiro deles é incentivar que as pessoas façam o teste da glicemia e, assim, descubram precocemente e possam iniciar o tratamento/controle caso esteja alterada. Isso porque, no Brasil, mais de 42% das pessoas que têm diabetes não foram diagnosticas e, por isso, não estão tratando/controlando. Como resultado, muitas delas acabam descobrindo apenas quando já desenvolveram alguma grava complicação.


O segundo objetivo é alertar as pessoas que já têm o diagnóstico do diabetes para que façam regularmente (no mínimo uma vez ao ano) exames para detecção precoce de complicações, como: dos pés, com seu próprio médico e/ou profissional indicado por ele, dos olhos, com oftalmologista. Apesar de o diabetes (na verdade a glicemia alterada e mais ainda quando associada à pressão alta e/ou ao colesterol alto) ser a principal causa de amputações, doença renal e perda da visão, é possível prevenir e tratar obtendo bons resultados quando essas complicações são detectadas precocemente.  

Já ouviu sobre Novembro ser o Mês Azul do Diabetes e ser, também o Mês Azul da Próstata? Clique aqui e entenda essa polêmica.

Saiba como Carla Cristina Prisco vence o Diabetes:
https://goo.gl/j7D7DQ

Entenda, clicando aqui, porque o Dia Mundial do Diabetes não é um dia de comemoração, mas sim um dia de Alerta!


Clique aqui e saiba mais sobre o Dia Mundia do Diabetes.

Sites com recursos sobre o DMD:


domingo, 9 de outubro de 2016

Bomba de Insulina, A1C ou Número de Testes melhora o Sono?


Em artigo recém-publicado, foi revelado que os adolescentes (idade média de 16,4 anos) com diabetes tipo 1 e em uso de bomba de insulina (34,8% dos 159 participantes da pesquisa) apresentam menos distúrbios (p < 0,001) e mais tempo de sono noturno (7,8h vs. 7,2h, p=0,013) do que aqueles que usam outras formas de administração de insulina injetável.1 De forma complementar, sabe-se que menos distúrbios e duração e qualidade adequadas do sono favorecem um melhor controle glicêmico, visto que auxiliam na regulação da secreção de diferentes hormônios.2

www.wikihow.com/Sleep-With-an-Insulin-Pump

A hemoglobina glicada (HbA1c), como de costume, associou-se fortemente (de forma inversa) à frequência do monitoramento de glicemia capilar (quanto mais testes, menor o valor da HbA1c, p < 0,001). Nos adolescentes do sexo masculino foi observada maior qualidade do sono associada à HbA1c mais baixa (p < 0,05).

Além disso, um resultado que pode coincidir com a realidade de muitos é a associação entre a idade e todos os parâmetros estudados, menos a HbA1c. No caso, quanto maior a idade dos adolescentes, menor a frequência de checagens da glicemia. Em relação ao sono, quanto maior a idade, menor a duração, mais distúrbios, mas, por outro lado, maior a qualidade do sono. Portanto, fica a dica: além da bomba de insulina, o aumento na frequência de testes de glicemia melhora, além do controle, o sono. E, o sono, de qualidade e duração adequada, contribui para um melhor controle glicêmico.


Referências bibliográficas:

1. Jaser, Sarah S. and Ellis, Deborah. Sleep in adolescents and young adults with type 1 diabetes: associations with diabetes management and glycemic control. Health Psychology and Behavioral Medicine 2016:4(4);49-55.

2. Barone MTU, Menna-Barreto L. Diabetes and sleep: A complex cause-and-effect relationship. Diabetes Res Clin Pract 2011;91:129-37.

Publicado originalmente no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): www.diabetes.org.br/colunistas/89-dr-mark-barone/1374-bomba-de-insulina-melhora-ou-piora-o-sono Acesso em 9 de Out de 2016.

Bomba de Insulina, A1C ou Número de Testes melhora o Sono?


Em artigo recém-publicado, foi revelado que os adolescentes (idade média de 16,4 anos) com diabetes tipo 1 e em uso de bomba de insulina (34,8% dos 159 participantes da pesquisa) apresentam menos distúrbios (p < 0,001) e mais tempo de sono noturno (7,8h vs. 7,2h, p=0,013) do que aqueles que usam outras formas de administração de insulina injetável.1 De forma complementar, sabe-se que menos distúrbios e duração e qualidade adequadas do sono favorecem um melhor controle glicêmico, visto que auxiliam na regulação da secreção de diferentes hormônios.2

www.wikihow.com/Sleep-With-an-Insulin-Pump

A hemoglobina glicada (HbA1c), como de costume, associou-se fortemente (de forma inversa) à frequência do monitoramento de glicemia capilar (quanto mais testes, menor o valor da HbA1c, p < 0,001). Nos adolescentes do sexo masculino foi observada maior qualidade do sono associada à HbA1c mais baixa (p < 0,05).

Além disso, um resultado que pode coincidir com a realidade de muitos é a associação entre a idade e todos os parâmetros estudados, menos a HbA1c. No caso, quanto maior a idade dos adolescentes, menor a frequência de checagens da glicemia. Em relação ao sono, quanto maior a idade, menor a duração, mais distúrbios, mas, por outro lado, maior a qualidade do sono. Portanto, fica a dica: além da bomba de insulina, o aumento na frequência de testes de glicemia melhora, além do controle, o sono. E, o sono, de qualidade e duração adequada, contribui para um melhor controle glicêmico.


Referências bibliográficas:

1. Jaser, Sarah S. and Ellis, Deborah. Sleep in adolescents and young adults with type 1 diabetes: associations with diabetes management and glycemic control. Health Psychology and Behavioral Medicine 2016:4(4);49-55.

2. Barone MTU, Menna-Barreto L. Diabetes and sleep: A complex cause-and-effect relationship. Diabetes Res Clin Pract 2011;91:129-37.

Publicado originalmente no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): www.diabetes.org.br/colunistas/89-dr-mark-barone/1374-bomba-de-insulina-melhora-ou-piora-o-sono Acesso em 9 de Out de 2016.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Falhou a Bomba de Insulina? Saiba o que fazer!

Isabela Calventi

Cada vez mais pessoas usam bombas de infusão de insulina, seja por indicação médica, seja por opção própria. As bombas se mostram bastante confiáveis, mas, por serem equipamentos eletrônicos, também podem apresentar alguma falha. 

Accu-Chek Combo
www.accu-chek.com/microsites/combo/about-insulin-pumping.html

Há tanto falhas resultantes do mau uso da bomba quanto aquelas ocasionadas pelo desgaste do equipamento. Algumas delas são fáceis de resolver, outras dependem de assistência do fabricante. O fato é que sempre se deve levar consigo uma seringa ou caneta de aplicação com insulina ultrarrápida, caso a bomba pare de funcionar. 

As bombas atuais, quando detectam alguma falha no sistema, geralmente apresentam avisos de erro no visor. Caso isso aconteça com você, consulte o manual ou entre em contato com o fabricante através do 0800 (Medtronic: 0800 773 9200 ou atendimento.diabetes@medtronic.com, Roche/Accu-Chek:  0800 77 20 126). 
Medtronic Veo
www.medtronicdiabetes.co.in/treatment-and-products/paradigm-veo-insulin-pump

É importante sempre estar atento, pois a bomba pode ter apagado devido ao fim da carga da bateria. Geralmente as bombas alertam com antecedência suficiente para que a troca seja feita sem maiores transtornos, mas se você já passou por algum inconveniente nesse sentido, vale a pena levar uma pilha extra na bolsa ou mochila.

A maioria das intercorrências não são, na verdade, causadas por problemas no equipamento, mas sim no conjunto de infusão. O mais comum é a elevação da glicemia por vazamento ou dobramento da cânula. Caso a cânula tenha saído da pele ou esteja muito superficial, você pode sentir cheiro de insulina ou mesmo verificar que o local está molhado. Se isso ocorrer é necessário substituir o o conjunto de infusão.

Outros dois motivos podem ser o entupimento da cânula ou do cateter e a demora para substituição do conjunto. Essa demora, que pode parecer vantajosa para economizar os descartáveis, favorece a ocorrência de todas as intercorrências com a cânula e com o cateter descritas acima, além do risco de a insulina perder o efeito por já estar há muitos dias no reservatório. Geralmente a recomendação é de que sejam substituídos os descartáveis a cada 3 dias, mas esse prazo pode ser diferente para você (consulte seu médico).  

Por último, saiba o que fazer se sua bomba realmente parar de funcionar. Entre em contato com o fabricante para que a substituição seja feita, caso sua bomba ainda esteja na garantia (tenha sempre a nota fiscal guardada), e fale imediatamente com seu/ua médico/a para que ele/a te oriente sobre as insulinas lentas e rápidas que deverá se aplicar enquanto aguarda pela substituição.

Portanto, com um pouco de disciplina e atenção a bomba poderá ser uma grande aliada para o manejo do diabetes e a qualidade de vida.

Isabela Calventi
Participante do 7o Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes
ADJ Diabetes Brasil

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pâncreas Artificial se sai melhor do que pais na prevenção de Hipoglicemias

Interessante e recém-publicado, estudo teve alguns de seus resultados apresentados durante o Congresso ATTD, no início do ano. Algo que chama a atenção desde o resumo da publicação é o aumento da média da glicemia nas crianças enquanto usavam o Pâncreas Artificial (de 147 mg/dl para 169 mg/dl). Contudo, os autores enfatizam outro aspecto associado a esse primeiro: redução de três vezes no tempo total de vigência da hipoglicemia; e, adicionalmente, durante a noite, as crianças passavam 2,2% do tempo em hipoglicemia (mediana), com o PA reduziram para  0% esse tempo.

www.news.virginia.edu/content/uva-s-artificial-pancreas-project-receives-34-million-grant

É importante lembrar que existem diferentes projetos de Pâncreas Artificial (PA) no mundo e que os resultados podem ser bastante diferentes dependendo do algoritmo usado, da inclusão ou não de glucagon no sistema, entre outros fatores. De qualquer forma, o que se destaca neste estudo é o fato de o equipamento ter passado por um teste bastante difícil, visto que as crianças submetidas ao estudo, quando não usavam o PA, estavam em terapia de Bomba de Insulina associada ao Sensor Contínuo de Glicose. Além disso, devido à idade, entre 5 e 9 anos, tinham seus pais por perto na maior parte do tempo, muito atentos e fazendo ajustes à glicemia.

Portanto, ser comparado com pais cuidadosos de crianças em uso dos recursos mais atuais para o controle do diabetes foi uma prova dura para o Pâncreas Artificial. Ainda assim, este se mostrou superior em termos de prevenção de hipoglicemias, apesar do aumento da média da glicemia.


Referência
Del Favero, et al. Randomized Summer Camp Crossover Trial in 5- to 9-Year-Old Children: Outpatient Wearable Artificial Pancreas Is Feasible and Safe. Diabetes Care May 2016, DOI: 10.2337/dc15-2815

Publicado originalmente no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): Barone, Mark. Pâncreas Artificial reduz hipoglicemias, mas aumenta a glicemia em crianças.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Novos Sensores, Canetas Digitais, Bombas Patch com Sensor e Outras Novidades apresentadas no #ADA2016

Muito foi discutido sobre novas tecnologias no Congresso da American Diabetes Association de 2016. Como não poderia deixar de ser, o FreeStyle Libre foi um dos grandes destaques, visto que, aos poucos, está sendo lançado em diversos países do mundo. Já publicamos sobre as principais características desse equipamento, assim como detalhes sobre seu lançamento no Brasil. Em breve publicaremos também, em primeira mão, resultados do estudo IMPACT, apesentado também durante o Congresso ADA 20016, no qual foram avaliados os resultados do uso do Libre por 2 anos em países da Europa.



Sobre as canetas digitais, a que chamou mais a atenção foi a Pendiq, que já está aprovada e sendo vendida na Europa. Além do visor digital, o que se destaca nessa caneta é:
  • Doses a partir de 0,1 unidade;
  • Visualização de informações relativas à última aplicação (número de unidades e tempo);
  • Compatibilidade com refis de insulina e agulhas de todas as marcas; 
  • Alarmes programáveis;
  • Transferência de dados (até 195 últimas aplicações) por USB para o computador.



Ainda sobre canetas, vale a pena lembrar da, já mais tradicional, Timesulin. Esta não é uma caneta, mas uma tampa para as canetas descartáveis. Há modelo para canetas descartáveis da Novo, da Lilly e da Sanofi. Trata-se de um produto durador e digital. A proposta da Timesulin é não deixar que você esqueça que já se aplicou e mostrar quanto tempo faz que se aplicou. Cada vez que você retira a tampa para se aplicar, o cronometro volta ao zero e começa a contar o tempo a partir dessa nova aplicação.   

No mesmo estande onde estava sendo apresentada a Pendiq, estavam também sendo apresentadas uma nova Bomba de Insulina Patch (EOPatch*) e um novo sensor de glicose (CT-100*). Os destaques destes são:
  • O patch com a insulina é realmente leve e discreto;
  • Tanto o sensor quanto o patch da bomba de insulina são controlados e têm suas informações lidas através de aplicativo no celular (transmissão bluetooth);
  • O sensor é para monitorização continua (CGM) e conta com quatro eletrodos, dura 7 dias e depender de apenas 1 calibração durante todo o período de 7 dias.




Outro sensor apresentado foi o San MediTech's Real-Time CGM (RT-CGM).* Assim como o anterior, este também ainda não foi aprovado e teve apenas divulgada a imagem e um estudo com 73 participantes, indicando resultados semelhantes aos de outros sensores. 

www.healthline.com/diabetesmine/news-from-ada-2014
Por fim, os representantes de uma empresa Israelense nos EUA apresentaram um equipamento que que pode ser considerado uma boa parte do chamado "kit pâncreas" (kit que deve ser sempre levado por quem tem diabetes tipo 1 para correções da glicemia em qualquer momento), o Dario. Trata-se de um pequeno kit, que cabe na palma da mão, e que leva dentro de si as tiras de teste, as lancetas e um pequeno glicosímetro que se conecta a qualquer celular através da saída dos fones de ouvido. Portanto, é também um moderno glicosímetro que permite a transferência imediata de valores da glicemia à nuvem, analise através de um moderno aplicativo e acesso à distância.

















____________________________
*Tecnologias ainda não aprovadas.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

14 dias (quase) sem furar o dedo: saiba tudo sobre o FreeStyle Libre


A intenção do presente artigo é responder às principais dúvidas e curiosidades sobre esse equipamento que, depois de 2 anos de sucesso na Europa, está sendo lançado no Brasil.


1) Qual o diferencial do FreeStyle Libre?

O FreeStyle Libre é um equipamento diferente de tudo o que já estava disponível, pelos seguintes motivos:
  • Cada sensor dura 14 dias;
  • Sensores vêm calibrados de fábrica (não precisam ser calibrados usando resultado de ponta-de-dedo);
  • Medições são feitas de 1 em 1 minuto e novos resultados ficam disponíveis a cada 15 minutos;
  • Total de 96 resultados por dia;
  • Touchscreen.

2) É verdade que o FreeStyle Libre substitui as pontas-de-dedo (teste de glicemia capilar)?

Sim e não. Com o uso do FreeStyle Libre é possível reduzir muito o número diário de testes de glicemia capilar. Contudo, a própria empresa, Abbott, recomenda que pontas-de-dedo sejam feitas quando há uma rápida variação da glicose (indicada por seta na vertical para cima ou para baixo no leitor) e quando os sintomas não condizerem com o valor apresentado no leitor. Portanto, seriam testes de glicemia para se certificar do valor da glicemia antes de tomar qualquer medida corretiva.

Diferença em relação ao Glicosímetro no 1o dia do sensor.
Ao mesmo tempo, a empresa admite que no primeiro dia de uso os valores apresentados são mais distantes dos valores de glicosímetro do que nos demais. Contudo, diversos usuários alertam que esse período de menor acurácia pode levar 2 dias. Portanto, pode ser importante também fazer a ponta-de-dedo com maior frequência durante esses 1 ou 2 primeiros dias.

Vídeo sobre a diferença entre a Glicose do Sensor
e a Glicemia Capilar (ponta-de-dedo).

3) O FreeStyle Libre é um Monitor Contínuo de Glicose (CGM)

Não. O FreeStyle Libre é um sistema Flash. Isso quer dizer que, apesar de serem resultados contínuos durante todo o período de uso de um sensor (14 dias), o leitor deve ser sempre acionado para fazer as leituras. Nos sistemas CGM, como os da Medtronic e Dexcom, o equipamento mostra automaticamente os valores da glicose, assim como alertas de glicemia baixando e baixa, aumentando e alta. Alguns ainda são integrados à bomba de insulina e podem levar à suspensão da insulina caso haja previsão de baixa ou hipoglicemia, a fim de prevenir hipoglicemias graves. Portanto, esses recursos dos CGMs não estão presentes no Libre.

Comparação entre sensor Enlite (Medtronic) e Libre.
Ao mesmo tempo, os sensores dos CGMs duram apenas de 6 a 10 dias cada e não vêm calibrados de fábrica, dependendo de calibração usando valor de ponta-de-dedo pelo menos 2 vezes ao dia.  

4) Quantas vezes posso escanear o sensor para visualizar minha glicose?

Quantas vezes quiser. Não há limite. Contudo, novos resultados só estão disponíveis a cada 15 minutos.


5) Onde será vendido o leitor e os sensores?

O leitor e os sensores serão vendidos exclusivamente pela internet, através do site: www.freestylelibre.com.br

6) Como faço para pedir novos sensores?

Novos sensores também só poderão ser adquiridos através do mesmo site acima.

7) Qual o preço do FreeStyle Libre (leitor e sensores)?

O preço de lançamento, kit inicial com desconto é de R$ 599,70 para o leitor e 2 sensores. Depois, o preço por sensor será de R$ 239,90, e será possível fazer novas compras a cada 10 dias. O frete será de 15 reais para todo o Brasil.

Comparação com Glicosímetro no 7o dia de uso do sensor.
8) Pode-se usar o FreeStyle Libre no avião, durante o voo?

A Abbott não recomenda que se escaneie o sensor durante o voo. Ao mesmo tempo, o FreeStyle Libre tem um glicosímetro integrado que pode ser usado durante o voo.

9) É possível usar um mesmo leitor para diferentes pessoas ou diferentes sensores ao mesmo tempo?

Não, cada leitor só funciona com o sensor iniciado naquele mesmo leitor.

10) Se comprei meu leitor na Europa, ele funcionará com os sensores vendidos no Brasil?

Sim, porém a Abbott está alertando que não fará a venda de sensores para quem comprou o leitor em outro país. Assim, apenas quem comprar o leitor no Brasil terá cadastro na empresa e licença para fazer pedido de sensores.

11) O FreeStyle Libre pode ser usado em crianças e gestantes?

No Brasil ainda não está oficialmente liberado para uso em crianças. Contudo, na Europa já há liberação para uso do Libre em crianças a partir de 4 anos. Não há estudos do uso do Libre em gestantes.

12) O FreeStyle Libre tem garantia?

Sim, o leitor tem garantia vitalícia e os sensores, caso apresentem defeito de fabricação, devem ser devolvidos à Abbott acompanhando contêiner, aplicador e caixa, para análise e substituição.

Encontro de usuários do Libre no Brasil, em 7 de junho de 2016.

13) Outras características uteis do FreeStyle Libre:

  • Deve-se escanear o sensor com o leitor pelo menos a cada 8 horas para que não haja perda de dados de glicose (memória do sensor é de 8 horas);
  • Leitor tem um glicosímetro integrado, que pode ser usado para fazer pontas-de-dedo, tanto de glicemia quanto de cetonemia, usando tiras FreeStyle Optium;
  • É possível fazer um completo diário de glicemia, atividades, alimentação e insulina, marcando cada evento na memória do leitor do Libre;
  • Alarmes podem ser programados para lembrar usuário de escanear glicose 15 minutos após tratamento de hipoglicemia, 1 ou 2 horas após refeição, assim como em horários específicos de acordo com opção do usuário;
  • 2 a 4% das pessoas apresentam alergia cutânea ao adesivo do sensor;
  • Sensor é à prova d'água (até 1 metro de profundidade);
  • Bateria interna recarregável na tomada (como um celular);
  • Acompanha cabo para conexão USB e elaboração de gráficos detalhados que facilitam a análise de: padrão diário da glicose, mediana da glicose, variabilidade glicêmica, risco de hipoglicemia em diferentes horários, entre outros.