sábado, 25 de fevereiro de 2017

Pâncreas Artificial, uma realidade! Como faço para ter um?


O título provocativo deve-se ao fato de o por muito tempo imaginado "Pâncreas Artificial" ter se tornado realidade, contando com mais de uma centena de usuários pelo mundo, sem contar das centanas que estão participando de estudos com diferentes modelos. Contudo, faz-se importante saber o que esperar desses equipamentos.


Quando o FDA anúnciou a aprovação do primeiro sistema híbrido de pâncreas artificial, desenvolvido pela Medtronic® em 2016, muito se comemorou, e com razão. Contudo, pouco se falou sobre as características e limitações de tal sistema. Aqueles que acompanham de perto o desenvolvimento da tecnologia em diabetes notaram que o nome e o visual do equipamento Minimed 670G® assemelha-se muito aos já lançados 630G®, nos EUA, e 640G®, na Europa, Oceania e Chile. E, realmente, não é apenas uma coincidência. Esses modelos já lançados, mas que ainda não chegaram ao Brasil, contêm recursos importantes que foram aperfeiçoados e ampliados para permitir chamar o 670G® de primeiro pâncreas artificial híbrido. O principal deles é o SmartGuard®, presente já no modelo 640G®, que considera a taxa de queda da glicemia para suspender a liberação de insulina 30 minutos antes (previsão de hipoglicemia) de se aproximar do valor programado como limite entre glicemia alvo e hipoglicemia. Além disso, esse recurso volta a liberar insulina automaticamente a partir de 30 minutos depois (até, no máximo, 2 horas depois), caso já não haja mais risco de hipoglicemia, sem que o usuário precise tomar qualquer atitude para isso.


Mas e então, quais as novidades do 670G®? As novidades começam pelo sensor, que passa a durar 7 dias (o atual dura 6) e possui sistema de redundância (dois sítios reativos, sendo que o valor da glicose só é apresentado se coincidir em ambos os sítios). Associado a isso está o novo algoritmo, que permite que, especialmente durante a noite, o sistema tome decisões sobre o aumento ou a redução da insulina basal liberada de acordo com a glicose medida pelo sensor (fase de sistema fechado). Isto é, caso seja detectada tendência de alta, o sistema passa a liberar mais insulina, a fim de evitar que seja atingido o limite de hiperglicemia; e, caso a glicose esteja baixando, a insulina liberada é reduzida ou suspensa, a fim de evitar hipoglicemia. Muito bem, mas e durante o dia? Durante o dia o sistema apresenta características semelhantes ao 640G® (fase de sistema aberto), porém aperfeiçoadas. Por isso se trata de um sistema híbrido (não totalmente fechado, como um pâncreas artificial ideal). Apesar de, especialmente durante a noite, o sistema fazer ajustes automáticos, durante o dia o sistema depende de instruções do usuário, a fim de liberar a quantidade adequada de insulina bolus para uma refeição; assim como reduzir o basal de insulina com antecedência, para a prática de atividade física, por exemplo. Portanto, nesse e em outros sistemas híbridos, as ações do usuário contando carboidratos, decidindo sobre doses, e a do profissional de saúde programando diferentes basais, fatores de sensibilidade e razões insulina/carboidrato, ainda não poderão ser aposentadas.

Com recursos que permitem menos ações do usuário, está o Pâncreas Biônico, que, ao ser iniciado, precisa apenas que o usuário informe seu peso e ajusta automaticamente a insulina basal. Apesar disso, para um ótimo controle, ainda depende que o unsuário informe alimentações (contudo, sem ter que contar carboidratos, apenas selecionando alimentação pequena, média ou grande) e atividade física. Abaixo, entrevista com o idealizador do sistema iLet®, que deve ser lançado ao pouco nos EUA em 2018.


Outras empresas também estão de olho nesse atraente negócio de rápida evolução. Entre elas está a Animas®, empresa de bombas de insulina do grupo Johnson & Johnson®, que prevê para o fim do deste ano o lançamento do sistema híbrido “Minimizador de Hipos e Hipers” (Hipoglycemia-Hyperglycemia Minimizer®). Sem contar o grupo independente Open APS, que, desde 2014, tem disponibilizado as instruções (algoritmo e lista de equipamentos necessários) para se fazer em casa um pâncreas artificial híbrido (sem garantia, mas que tem sido testado por pessoas de diferentes países, “por conta e risco”). Abaixo entrevista com Mariana Gomes, usuária do Open APS.


Para quem se interessou e já está querendo um, é bom saber que não há previsão para chegar ao Brasil, a não ser que você decida fazer o seu caseiro. O sistema 670G® tem lançamento previsto inicialmente apenas nos EUA, entre os meses de março e junho (primavera do hemisfério norte), com indicação para quem tem a partir de 14 anos de idade.  

Mais informações em:

FDA News Release. FDA approves first automated insulin delivery device for type 1 diabetes. Disponível em: www.fda.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/ucm522974.htm  Acesso em 9 de Out de 2016.

JDRF. JDRF Celebrates FDA Approval of Artificial Pancreas System. Disponível em: www.jdrf.org/press-releases/jdrf-celebrates-fda-approval-of-artificial-pancreas-system/ Acesso em 9 de Out de 2016.

Medtronic. Medtronic Receives FDA Approval for World's First Hybrid Closed Loop System for People with Type 1 Diabetes. Disponível em: http://newsroom.medtronic.com/phoenix.zhtml?c=251324&p=irol-newsArticle&ID=2206594 Acesso em 9 de Out de 2016.

Tenho Diabetes Tipo 1, e Agora? Pâncreas Artificial ou Biônico. Disponível em: http://tenhodiabetestipo1eagora.blogspot.com.br/search/label/P%C3%A2ncreas%20artificial%20ou%20bi%C3%B4nico Acesso em 9 de Out de 2016.

Tilleskjor, Sara. BREAKING NEWS: FDA APPROVES THE MINIMED 670G SYSTEM, WORLD’S FIRST HYBRID CLOSED LOOP SYSTEM. Disponível em: www.medtronicdiabetes.com/blog/introducing-the-minimed-670g-system/ Acesso em 9 de Out de 2016.

Adaptado do artigo publicado originalmente em: http://www.diabetes.org.br/diabetes-em-debate/1401-primeiro-pancreas-artificial-e-aprovado-saiba-o-que-esperar

domingo, 13 de novembro de 2016

Dia Mundial do Diabetes: Teste Para Prevenir!



O tema deste ano do Dia Mundial do Diabetes é: Teste Para Prevenir! Clique aqui e faça o teste sugerido pela IDF para saber seu risco de desenvolver diabetes tipo 2!


Este tema tem duplo objetivo, o primeiro deles é incentivar que as pessoas façam o teste da glicemia e, assim, descubram precocemente e possam iniciar o tratamento/controle caso esteja alterada. Isso porque, no Brasil, mais de 42% das pessoas que têm diabetes não foram diagnosticas e, por isso, não estão tratando/controlando. Como resultado, muitas delas acabam descobrindo apenas quando já desenvolveram alguma grava complicação.


O segundo objetivo é alertar as pessoas que já têm o diagnóstico do diabetes para que façam regularmente (no mínimo uma vez ao ano) exames para detecção precoce de complicações, como: dos pés, com seu próprio médico e/ou profissional indicado por ele, dos olhos, com oftalmologista. Apesar de o diabetes (na verdade a glicemia alterada e mais ainda quando associada à pressão alta e/ou ao colesterol alto) ser a principal causa de amputações, doença renal e perda da visão, é possível prevenir e tratar obtendo bons resultados quando essas complicações são detectadas precocemente.  

Já ouviu sobre Novembro ser o Mês Azul do Diabetes e ser, também o Mês Azul da Próstata? Clique aqui e entenda essa polêmica.

Saiba como Carla Cristina Prisco vence o Diabetes:
https://goo.gl/j7D7DQ

Entenda, clicando aqui, porque o Dia Mundial do Diabetes não é um dia de comemoração, mas sim um dia de Alerta!


Clique aqui e saiba mais sobre o Dia Mundia do Diabetes.

Sites com recursos sobre o DMD:


domingo, 9 de outubro de 2016

Bomba de Insulina, A1C ou Número de Testes melhora o Sono?


Em artigo recém-publicado, foi revelado que os adolescentes (idade média de 16,4 anos) com diabetes tipo 1 e em uso de bomba de insulina (34,8% dos 159 participantes da pesquisa) apresentam menos distúrbios (p < 0,001) e mais tempo de sono noturno (7,8h vs. 7,2h, p=0,013) do que aqueles que usam outras formas de administração de insulina injetável.1 De forma complementar, sabe-se que menos distúrbios e duração e qualidade adequadas do sono favorecem um melhor controle glicêmico, visto que auxiliam na regulação da secreção de diferentes hormônios.2

www.wikihow.com/Sleep-With-an-Insulin-Pump

A hemoglobina glicada (HbA1c), como de costume, associou-se fortemente (de forma inversa) à frequência do monitoramento de glicemia capilar (quanto mais testes, menor o valor da HbA1c, p < 0,001). Nos adolescentes do sexo masculino foi observada maior qualidade do sono associada à HbA1c mais baixa (p < 0,05).

Além disso, um resultado que pode coincidir com a realidade de muitos é a associação entre a idade e todos os parâmetros estudados, menos a HbA1c. No caso, quanto maior a idade dos adolescentes, menor a frequência de checagens da glicemia. Em relação ao sono, quanto maior a idade, menor a duração, mais distúrbios, mas, por outro lado, maior a qualidade do sono. Portanto, fica a dica: além da bomba de insulina, o aumento na frequência de testes de glicemia melhora, além do controle, o sono. E, o sono, de qualidade e duração adequada, contribui para um melhor controle glicêmico.


Referências bibliográficas:

1. Jaser, Sarah S. and Ellis, Deborah. Sleep in adolescents and young adults with type 1 diabetes: associations with diabetes management and glycemic control. Health Psychology and Behavioral Medicine 2016:4(4);49-55.

2. Barone MTU, Menna-Barreto L. Diabetes and sleep: A complex cause-and-effect relationship. Diabetes Res Clin Pract 2011;91:129-37.

Publicado originalmente no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): www.diabetes.org.br/colunistas/89-dr-mark-barone/1374-bomba-de-insulina-melhora-ou-piora-o-sono Acesso em 9 de Out de 2016.

Bomba de Insulina, A1C ou Número de Testes melhora o Sono?


Em artigo recém-publicado, foi revelado que os adolescentes (idade média de 16,4 anos) com diabetes tipo 1 e em uso de bomba de insulina (34,8% dos 159 participantes da pesquisa) apresentam menos distúrbios (p < 0,001) e mais tempo de sono noturno (7,8h vs. 7,2h, p=0,013) do que aqueles que usam outras formas de administração de insulina injetável.1 De forma complementar, sabe-se que menos distúrbios e duração e qualidade adequadas do sono favorecem um melhor controle glicêmico, visto que auxiliam na regulação da secreção de diferentes hormônios.2

www.wikihow.com/Sleep-With-an-Insulin-Pump

A hemoglobina glicada (HbA1c), como de costume, associou-se fortemente (de forma inversa) à frequência do monitoramento de glicemia capilar (quanto mais testes, menor o valor da HbA1c, p < 0,001). Nos adolescentes do sexo masculino foi observada maior qualidade do sono associada à HbA1c mais baixa (p < 0,05).

Além disso, um resultado que pode coincidir com a realidade de muitos é a associação entre a idade e todos os parâmetros estudados, menos a HbA1c. No caso, quanto maior a idade dos adolescentes, menor a frequência de checagens da glicemia. Em relação ao sono, quanto maior a idade, menor a duração, mais distúrbios, mas, por outro lado, maior a qualidade do sono. Portanto, fica a dica: além da bomba de insulina, o aumento na frequência de testes de glicemia melhora, além do controle, o sono. E, o sono, de qualidade e duração adequada, contribui para um melhor controle glicêmico.


Referências bibliográficas:

1. Jaser, Sarah S. and Ellis, Deborah. Sleep in adolescents and young adults with type 1 diabetes: associations with diabetes management and glycemic control. Health Psychology and Behavioral Medicine 2016:4(4);49-55.

2. Barone MTU, Menna-Barreto L. Diabetes and sleep: A complex cause-and-effect relationship. Diabetes Res Clin Pract 2011;91:129-37.

Publicado originalmente no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): www.diabetes.org.br/colunistas/89-dr-mark-barone/1374-bomba-de-insulina-melhora-ou-piora-o-sono Acesso em 9 de Out de 2016.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Falhou a Bomba de Insulina? Saiba o que fazer!

Isabela Calventi

Cada vez mais pessoas usam bombas de infusão de insulina, seja por indicação médica, seja por opção própria. As bombas se mostram bastante confiáveis, mas, por serem equipamentos eletrônicos, também podem apresentar alguma falha. 

Accu-Chek Combo
www.accu-chek.com/microsites/combo/about-insulin-pumping.html

Há tanto falhas resultantes do mau uso da bomba quanto aquelas ocasionadas pelo desgaste do equipamento. Algumas delas são fáceis de resolver, outras dependem de assistência do fabricante. O fato é que sempre se deve levar consigo uma seringa ou caneta de aplicação com insulina ultrarrápida, caso a bomba pare de funcionar. 

As bombas atuais, quando detectam alguma falha no sistema, geralmente apresentam avisos de erro no visor. Caso isso aconteça com você, consulte o manual ou entre em contato com o fabricante através do 0800 (Medtronic: 0800 773 9200 ou atendimento.diabetes@medtronic.com, Roche/Accu-Chek:  0800 77 20 126). 
Medtronic Veo
www.medtronicdiabetes.co.in/treatment-and-products/paradigm-veo-insulin-pump

É importante sempre estar atento, pois a bomba pode ter apagado devido ao fim da carga da bateria. Geralmente as bombas alertam com antecedência suficiente para que a troca seja feita sem maiores transtornos, mas se você já passou por algum inconveniente nesse sentido, vale a pena levar uma pilha extra na bolsa ou mochila.

A maioria das intercorrências não são, na verdade, causadas por problemas no equipamento, mas sim no conjunto de infusão. O mais comum é a elevação da glicemia por vazamento ou dobramento da cânula. Caso a cânula tenha saído da pele ou esteja muito superficial, você pode sentir cheiro de insulina ou mesmo verificar que o local está molhado. Se isso ocorrer é necessário substituir o o conjunto de infusão.

Outros dois motivos podem ser o entupimento da cânula ou do cateter e a demora para substituição do conjunto. Essa demora, que pode parecer vantajosa para economizar os descartáveis, favorece a ocorrência de todas as intercorrências com a cânula e com o cateter descritas acima, além do risco de a insulina perder o efeito por já estar há muitos dias no reservatório. Geralmente a recomendação é de que sejam substituídos os descartáveis a cada 3 dias, mas esse prazo pode ser diferente para você (consulte seu médico).  

Por último, saiba o que fazer se sua bomba realmente parar de funcionar. Entre em contato com o fabricante para que a substituição seja feita, caso sua bomba ainda esteja na garantia (tenha sempre a nota fiscal guardada), e fale imediatamente com seu/ua médico/a para que ele/a te oriente sobre as insulinas lentas e rápidas que deverá se aplicar enquanto aguarda pela substituição.

Portanto, com um pouco de disciplina e atenção a bomba poderá ser uma grande aliada para o manejo do diabetes e a qualidade de vida.

Isabela Calventi
Participante do 7o Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes
ADJ Diabetes Brasil

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pâncreas Artificial se sai melhor do que pais na prevenção de Hipoglicemias

Interessante e recém-publicado, estudo teve alguns de seus resultados apresentados durante o Congresso ATTD, no início do ano. Algo que chama a atenção desde o resumo da publicação é o aumento da média da glicemia nas crianças enquanto usavam o Pâncreas Artificial (de 147 mg/dl para 169 mg/dl). Contudo, os autores enfatizam outro aspecto associado a esse primeiro: redução de três vezes no tempo total de vigência da hipoglicemia; e, adicionalmente, durante a noite, as crianças passavam 2,2% do tempo em hipoglicemia (mediana), com o PA reduziram para  0% esse tempo.

www.news.virginia.edu/content/uva-s-artificial-pancreas-project-receives-34-million-grant

É importante lembrar que existem diferentes projetos de Pâncreas Artificial (PA) no mundo e que os resultados podem ser bastante diferentes dependendo do algoritmo usado, da inclusão ou não de glucagon no sistema, entre outros fatores. De qualquer forma, o que se destaca neste estudo é o fato de o equipamento ter passado por um teste bastante difícil, visto que as crianças submetidas ao estudo, quando não usavam o PA, estavam em terapia de Bomba de Insulina associada ao Sensor Contínuo de Glicose. Além disso, devido à idade, entre 5 e 9 anos, tinham seus pais por perto na maior parte do tempo, muito atentos e fazendo ajustes à glicemia.

Portanto, ser comparado com pais cuidadosos de crianças em uso dos recursos mais atuais para o controle do diabetes foi uma prova dura para o Pâncreas Artificial. Ainda assim, este se mostrou superior em termos de prevenção de hipoglicemias, apesar do aumento da média da glicemia.


Referência
Del Favero, et al. Randomized Summer Camp Crossover Trial in 5- to 9-Year-Old Children: Outpatient Wearable Artificial Pancreas Is Feasible and Safe. Diabetes Care May 2016, DOI: 10.2337/dc15-2815

Publicado originalmente no site da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD): Barone, Mark. Pâncreas Artificial reduz hipoglicemias, mas aumenta a glicemia em crianças.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Novos Sensores, Canetas Digitais, Bombas Patch com Sensor e Outras Novidades apresentadas no #ADA2016

Muito foi discutido sobre novas tecnologias no Congresso da American Diabetes Association de 2016. Como não poderia deixar de ser, o FreeStyle Libre foi um dos grandes destaques, visto que, aos poucos, está sendo lançado em diversos países do mundo. Já publicamos sobre as principais características desse equipamento, assim como detalhes sobre seu lançamento no Brasil. Em breve publicaremos também, em primeira mão, resultados do estudo IMPACT, apesentado também durante o Congresso ADA 20016, no qual foram avaliados os resultados do uso do Libre por 2 anos em países da Europa.



Sobre as canetas digitais, a que chamou mais a atenção foi a Pendiq, que já está aprovada e sendo vendida na Europa. Além do visor digital, o que se destaca nessa caneta é:
  • Doses a partir de 0,1 unidade;
  • Visualização de informações relativas à última aplicação (número de unidades e tempo);
  • Compatibilidade com refis de insulina e agulhas de todas as marcas; 
  • Alarmes programáveis;
  • Transferência de dados (até 195 últimas aplicações) por USB para o computador.



Ainda sobre canetas, vale a pena lembrar da, já mais tradicional, Timesulin. Esta não é uma caneta, mas uma tampa para as canetas descartáveis. Há modelo para canetas descartáveis da Novo, da Lilly e da Sanofi. Trata-se de um produto durador e digital. A proposta da Timesulin é não deixar que você esqueça que já se aplicou e mostrar quanto tempo faz que se aplicou. Cada vez que você retira a tampa para se aplicar, o cronometro volta ao zero e começa a contar o tempo a partir dessa nova aplicação.   

No mesmo estande onde estava sendo apresentada a Pendiq, estavam também sendo apresentadas uma nova Bomba de Insulina Patch (EOPatch*) e um novo sensor de glicose (CT-100*). Os destaques destes são:
  • O patch com a insulina é realmente leve e discreto;
  • Tanto o sensor quanto o patch da bomba de insulina são controlados e têm suas informações lidas através de aplicativo no celular (transmissão bluetooth);
  • O sensor é para monitorização continua (CGM) e conta com quatro eletrodos, dura 7 dias e depender de apenas 1 calibração durante todo o período de 7 dias.




Outro sensor apresentado foi o San MediTech's Real-Time CGM (RT-CGM).* Assim como o anterior, este também ainda não foi aprovado e teve apenas divulgada a imagem e um estudo com 73 participantes, indicando resultados semelhantes aos de outros sensores. 

www.healthline.com/diabetesmine/news-from-ada-2014
Por fim, os representantes de uma empresa Israelense nos EUA apresentaram um equipamento que que pode ser considerado uma boa parte do chamado "kit pâncreas" (kit que deve ser sempre levado por quem tem diabetes tipo 1 para correções da glicemia em qualquer momento), o Dario. Trata-se de um pequeno kit, que cabe na palma da mão, e que leva dentro de si as tiras de teste, as lancetas e um pequeno glicosímetro que se conecta a qualquer celular através da saída dos fones de ouvido. Portanto, é também um moderno glicosímetro que permite a transferência imediata de valores da glicemia à nuvem, analise através de um moderno aplicativo e acesso à distância.

















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*Tecnologias ainda não aprovadas.