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Bomba de insulina e sensor

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Débora Rossi
As primeiras bombas de insulina surgiram na década de 1960, quando era um aparelho do tamanho de uma mochila. Atualmente as bombas são menores que pequenos celulares e contam com dezenas de funções que auxiliam na manutenção da glicemia dentro do alvo. Trata-se de uma das terapias com mais alto índice de aceitação entre as pessoas com diabetes mellitus.

Também conhecidas como sistema de infusão contínua (SIC), a bomba de insulina é um aparelho que libera micro doses de insulina (hormônio de ação ultra-rápida) ao longo do dia, para manter os níveis de glicose no sangue dentro de padrões desejados. A insulina que está no reservatório da bomba é aplicada através de um tubo cateter, que leva o hormônio ao tecido subcutâneo, conectando ao seu usuário.
Em relação ao sensor de glicose, trata-se de um dispositivo que fica em contato com o tecido subcutâneo, medindo a concentração de glicose no líquido intersticial a cada 5 minutos. Ele transmite esses dados para a bomba  ou monitor,…

Entendendo a Nefropatia Diabética

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Gabriela Maués Silva Soares
Quando falamos em diabetes, o que mais preocupa e assusta quem tem a condição são as complicações crônicas. Entender seu funcionamento e como elas acontecem pode ser fundamental para evitá-las ou impedir sua progressão. Uma das consequências do mal controle do diabetes é a nefropatia diabética, uma complicação que afeta os rins e que geralmente não apresenta sintomas até que o quadro já seja mais grave

Os rins são como filtros do corpo cuja função é eliminar os resíduos que não têm mais utilidade. Enquanto esses resíduos passam pelos capilares (vasos sanguíneos muito finos) e vão compor a urina, outras substâncias úteis ao organismo são reabsorvidas e continuam circulando no sangue. 
Na nefropatia diabética, os rins não conseguem filtrar adequadamente as substâncias que devem ser eliminadas ou mantidas no organismo. Isso acontece porque os altos níveis de glicose danificam os micro-vasos, impedindo que respondam de forma adequada às diferentes substâncias qu…

Meus 9 anos de Diabetes entre o Diagnóstico e a Bomba de Insulina

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Larissa Rodrigues

Aos 11 anos de idade fui diagnosticada com diabetes tipo 1. Hoje, aos 20, dou inicio à uma novo tratamento: Bomba de Infusão de Insulina. Durante esses nove anos de diabetes, sendo quatro deles como Jovem Líder em diabetes pela ADJ (ADJ Diabetes Brasil), pude viver diversas experiências: conheci dezenas de pessoas com a mesma condição, de todas as idades, cidades, estados e até países diferentes, cada um com seu tipo de tratamento. Juntos e em diversos momentos compartilhamos opiniões, medos, angustias, curiosidades e novidades e é por esse motivo que decidi escrever sobre essa nova etapa em minha vida.

De maneira geral, o diabetes é caracterizado pela elevação da glicose no sangue. As causas disso especificam o tipo. No meu caso, o corpo parou de produzir insulina, sendo assim, Diabetes Tipo 1, fazendo-se necessário o uso contínuo de insulina (um dos hormônios regulador da glicose no sangue).
Diabetes não tem cura, mas tem controle (e muitas possibilidades de terapia!)

Agulhas, Seringas e suas Recomendações

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Por Ayane Lopes de Carvalho
O aumento da tecnologia médica, tem levado à melhoria da aplicação de insulina. Atualmente encontramos no mercado diferentes tipos de seringas e agulhas (espessura e tamanhos diversos). Com tudo isso, temos que avaliar e escolher de forma consciente aquela que melhor se adapta às nossas necessidades. Existe, também, a caneta de aplicação de insulina, bastante pratica de usar. Além de não precisar de refrigeração, as canetas são mais segura no ajuste de dosagem e mais fáceis para o transporte. Por isso, os pais de crianças com diabetes optam pela caneta como melhor alternativa para a aplicação.
Em relação aos locais indicados para aplicar a insulina estão: abdômen (barriga), coxa (frente e lateral externa), braços (na região posterior, quatro dedos acima do cotovelo e abaixo do ombro, sem incluir o antebraço) e  na parte superior e lateral das nádegas.
Existem três tipos de seringas e 5 de agulhas para aplicação insulina. Nas seringas, as de 30 e 50 unidades…

BigFoot + FreeStyle Libre = Pâncreas Artificial Anunciado!

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Mark Barone, PhD
Anunciada hoje uma das parcerias mais promissoras para a tecnologia em diabetes. A Start-Up BigFoot Biomedical se uniu à Abbott (Divisão Diabetes, FreeStyle) para integrar ao seu equipamento de pâncreas artificial o único sensor que não depende de calibração, o Libre.

Para quem nunca ouviu falar da BigFoot, pode-se resumir como resultado de um mesmo sonho de 4 pais de crianças com diabetes. O sonho começou a ser realizado quando ao perguntar a sua esposa o que ele poderia fazer para tornar sua vida com diabetes tipo 1 mais fácil, Bryan Mazlish ouviu "se eu acordasse todos os dias com a glicemia boa, a vida já seria muito melhor". Então, começou a estudar de forma incessante todos os detalhes sobre a digestão e absorção dos alimentos, assim como as características da insulina e dos equipamentos disponíveis, e acabou por desenvolver um algorítimo que o permitiu transformar a bomba + sensor de sua esposa e de seu filho em pâncreas artificiais caseiros excepciona…

Principais Novidades em 2017

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Mark Barone, PhD

Geralmente reportamos uma série de novidades farmacêuticas ou tecnológicas que estão em pesquisa ou já sendo lançadas para a melhoria do manejo e dos auto-cuidados com o diabetes. Contudo, neste ano os temas tem parecido se repetir. Fala-se ainda muito do FreeStyle Libre®, lançado no ano passado no Brasil, e do sistema de pâncreas-artificial híbrido 670G, aprovado pelo FDA também no ano passado. Mas e para este ano, 2017?

Além de acompanhar o lançamento oficial nos EUA e os comentários dos primeiros usuários do sistema 670G® da Medtronic®, no Brasil teremos em 2017 o lançamento do sistema 640G®, com seus importantes diferenciais, e a possível liberação do FreeStyle Libre® para crianças (e talvez também para para gestantes), além dos aplicativos para leitura do sensor Libre em celulares Androide.
Nos diferentes congressos, que já estão acontecendo, será possível se atualizar quanto às pesquisas de desenvolvimento do sistema minimizador de hipo e hiperglicemias da Animas…

Eventos Imperdíveis em 2017

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Mark Barone, PhD
Para quem tem  interesse  nas  novidades apresentadas no post anterior, valerá a pena considerar, além dos tradicionais eventos da ADA, EASD e IDF, congressos menores, como o SITEC e o FFL.



SITEC, organizado pela SBD em abril, apesar de ser como uma versão menor do ATTD, tem a vantagem de apresentar em sua feira os produtos já disponíveis no mercado brasileiro ou que serão lançados em breve. 
Mas se você quiser escolher apenas um evento no ano, e puder viajar para fora do Brasil, sugerimos o FFL (Friends For Life, organizado pela entidade Children with Diabetes). Trata-se de um evento de alto nível para pessoas com diabetes tipo 1 e seus familiares, e acontece todos os anos em Orlando. Entre os palestrantes, constumam marcar presença os "papas" do pâncreas artificial, das pesquisas para a cura e do tratamento do diabetes tipo 1, como os professores Ed Damiano, Irl Hirsch e Bruce Buckingham. Diferente dos congresso tradicionais, ADA, EASD, IDF e ATTD, no FF…