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Mostrando postagens de 2010

Você receberia células transplantadas de um porco?

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O título deste artigo pode parecer loucura para muitos, mas é realidade. Muitos centros de pesquisas têm investigado a possibilidade de se transplantar células, e mesmo órgãos inteiros de animais (em especial de porcos), em humanos. Mas por quê? O principal motivo é muito simples, não há doações de órgãos suficientes para todos que precisam.



Esse tipo de procedimento se chama xenotransplante, e já está aprovado para ser executado no Russia a partir do próximo ano, como relatou o jornal The Sydney Morning Herald, de 10 de dezembro. As estimativas são de que o tratamento, com transplante de ilhotas de porcos especiais em seres humanos, inicialmente custe em torno de 150.000 dólares.


Pesquisas com o procedimento já foram realizadas em dois pacientes, que ficaram sem precisar tomar insulina por 8 meses. Porém, a grande vantagem relatada é que mesmo com a volta da necessidade de se aplicar insulina, em doses menores que antes do transplante, o risco de hipoglicemias assintomáticas desaparece…

Comer em casa ou levar o lanche continuam sendo as melhores opções

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Em pesquisa publicada neste ano, na revista científica Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, os pesquisadores Karla Cristina Queiroz e colaboradores mostraram que levar o lanche escolar de casa contribui para o bom controle da glicemia de crianças com diabetes mellitus tipo 1. Segundo os pesquisadores “o hábito de levar lanche de casa para a escola favoreceu o controle glicêmico da população estudada. Entre os alimentos mais citados como opções de lanche escolar levado de casa, constatou-se que houve predomínio de biscoitos sem recheio (64%), frutas (50%), suco artificial sem açúcar (36,4%), pães (18,2%), salgadinho tipo chips® (15,2%), iogurte sem açúcar (13,6%) e leite (11%), que se não consumidos em excesso, podem evitar o desequilíbrio glicêmico.” Percebeu-se na pesquisa que dietas com mais proteína, menos gordura saturada e com alimentos que aumentam mais lentamente a glicemia afetaram positivamente o controle glicêmico das crianças estudadas. O hábito de consu…

Glicemia no iPhone

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O laboratório farmacêutico Sanofi-Aventis anuncia uma novidade que promete facilitar a vida de quem tem diabetes, e necessidade de medir a glicemia muitas vezes ao dia, oiBGStar®. Trata-se de um glicosímetro, que, assim como os outros, dependerá de uma pequena gota de sangue para medir o nível de glicose, mas com o diferencial de ser muito pequeno e se acoplar ao iPhone ou iPod Touch.


Para quem estava esperando medição da glicose sem precisar furar o dedo, ainda não é o momento. Contudo, a novidade tem potencial para ser um sucesso, já que parece ainda mais portátil que os glicosímetros disponíveis no mercado, e tem a vantagem de, acoplado ao iPhone, lançar os valores e horário dos testes em planilhas, o que pode facilitar muito a análise para ajustes no tratamento, como algumas pesquisas têm apontado.

Transplante de Ilhotas, será que ainda é uma esperança?

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Durante muitos anos se viu no transplante de ilhotas pancreáticas a grande esperança para a "cura" do diabetes. Apesar de testes bem sucedidos, diversas limitações foram identificadas. Entre elas estão a dificuldade em se separar as ilhotas do restante das células do pâncreas, e a rejeição. Durante o processo de isolamento das ilhotas, a serem implantadas em outra pessoa, acontecia morte celular e perda de muitas ilhotas. Com isso, as ilhotas obtidas com o pâncreas de 1 doador não eram suficientes para que o transplantado não precisasse mais tomar insulina. Nos transplantados que diminuíram as doses de insulina aplicada, ou que receberam ilhotas de mais de um doador, ainda havia o desafio de tomar cronicamente imunosupressores. Estes, assim como outros medicamentos, apresentam reações adversas e mantém a pessoas mais sucetível a doenças infecciosas, que podem se tornar graves com maior facilidade. Dessa forma, como alerta o Dr. Carlos Aita, para quem tem um controle adequado

E insulina sem agulha, é possível?

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Acompanhando o último artigo, não poderia deixar de comentar sobre o "aplicação" de insulina sem agulha. E não se trata de insulina inalável, nem de bomba de insulina, mas sim de injetores de insulina sem agulha. O interessante é que esse tipo de injetor bastante incomum e desconhecido em muitos países existe já há muito tempo. Então, vale a pena discutir como funcionam e por quê não se popularizaram.

O funcionamento é bastante simples: 1) os aplicadores são carregados com insulina; 2) a dose a ser administrada é selecionada; 3) encosta-se na pele a terminação do aplicador; 4) e, ao se apertar o botão, a dose toda é liberada rapidamente e sobpressão, a fim de penetrar a pele sem a necessidade de agulha.

Alguns dos motivos que preveniram esses equipamentos de se popularizar talvez incluam o custo e tamanho, maiores que das seringas e canetas de insulina, e, especialmente, o fato de não serem indolores. Assim, se a a opção por um injetor sem agulha for motivada pela expectativ…

Novidades Apresentadas no Congresso da American Diabetes Association 2010

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O Congresso da Associação Americana de Diabetes foi uma oportunidade de conhecer perspectivas futuras muito positivas. Para quem tem diabetes tipo 2, diversos laboratórios estão apresentando medicamentos que não só prometem baixar a glicemia, mas também promover saciedade, levando à perda de peso e redução da pressão arterial.



Para quem tem diabetes tipo 1, a grande expectativa foi em relação ao pâncreas artificial. Em sessão bastante disputada os coordenadores do consórcio que está desenvolvendo o pâncreas artificial mostraram resultados muito positivos, nos quais usuários de protótipos do pâncreas artificial tiveram melhor controle glicêmico, com menos variabilidade que os usuários de outras terapias.


Em relação à exposição de produtos, surpreende o número de novas bombas de insulina, incluindo mais duas marcas de bomba patch (sem o tubinho), totalizando com a Omni-Pod três marcas, sendo que uma das novas pertence à Roche. A Omni-Pod, com mais anos de mercado, promete para este a…

Tarde de autógrafos foi um sucesso!

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Fotos do autor com amigos, que estiveram entre as muitas pessoas que foram prestigiar o livro na Bienal de São Paulo.




Tarde de autógrafos na Bienal do Livro de São Paulo

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Neste domingo, 22 de agosto de 2010, das 15h às 17h, o autor Mark Barone estará à disposição no estande da editora All Print para conversar com leitores e autografar o livro "Tenho diabetes tipo 1, e agora?".


Mais informações sobre o livro nos seguntes sites:

Bienal do Livro
Site ADJ
Site SBD

Lançamento do Livro “Tenho diabetes tipo 1, e agora?”

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Em abril deste ano foi lançado o Livro “Tenho diabetes tipo 1, e agora?”, de autoria de Mark Barone.



Destinado a pessoas que: convivem com o diabetes, têm familiares ou amigos com diabetes, ou simplesmente querem saber mais sobre o assunto.


No livro o autor, que além de ter diabetes tipo 1 há 20 anos, estuda e trabalha com o tema há mais de 11 anos, discute as principais dúvidas que pessoas com diabetes tipo 1 apresentam.


Com linguagem simples, mas sem abrir mão do rigor científico, são discutidos temas como: uso da bomba de insulina e do sensor contínuo de glicose, gravidez, sexualidade, como evitar complicações, viagens, prática segura de exercícios físicos, como não perder o controle da glicemia, sem abrir mão das festas, entre outros.


Fonte: Diet Blog - Diabetes Sem Fronteiras