Medindo a glicemia sem precisar furar o dedo

Ainda durante o congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA) de 2011 foram apresentados resultados de duas pesquisas muito interessantes, com formas não-invasivas e locais alternativos para se dosar a glicose.

GlucoTrack - www.integrity-app.com/description.html

Em um deles a glicose foi dosada de forma indireta através das expiração dos indivíduos. Isto é, a composição do ar exalado por essas pessoas foi analisada e a quantidade de moléculas resultantes da presença de glicose no sangue foi identificada. Com isso, foi possível chegar a valores de glicose muito próximos aos valores da ponta-de-dedo (glicemia capilar). Apesar de os primeiros resultados terem sido bastante promissores, ainda há desafios a serem superados. Entre eles estão: verificar em número maior de pessoas e em diferentes níveis de glicemia se a precisão se mantém, transformar o analisador da expiração em algo portátil e de fácil utilização, e deixá-lo com custo de aquisição e manutenção tão ou mais baixo que dos glicosímetros atuais.



O outro equipamento apresentado, chamado GlucoTrack, é como um palm que se liga através de um cabo à uma espécie de mini-pregador que se prende à orelha. Se por um lado este já parece mais portátil que o outro, também há limitações. De qualquer forma, na pesquisa apresentada no Congresso da ADA, 97% dos usuários acharam o equipamento confortável para se usar e 87% dos usuários declararam usar o equipamento mais frequentemente que os glicosímetros normais. Para se dosar a glicose com esse aparelho basta calibra-lo 1 vez com o resultado de 1 ponta-de-dedo e depois sempre que se prende novamente o mini-pregador ao lobo da orelha, o resultado da glicemia é apresentado. Porém, assim como no caso do outro equipamento, há limitações. Incluindo aí o fato de depender de calibração com glicosímetro, mesmo que sejam poucas calibrações; a necessidade de se verificar a precisão do equipamento em número maior de pessoas e em diferentes níveis de glicemia; e deixá-lo com custo de aquisição e manutenção tão ou mais baixo que dos glicosímetros atuais.


Portanto, é muito positivo saber que equipamentos não-invasivos (não dependem de coletar sangue / furar o dedo para dosar a glicemia) estão sendo desenvolvidos, mas nenhum está finalizado e aprovado para comercialização... talvez ainda leve algum tempo para vê-los no mercado. 

Veja também:

Bomba com sensor tem efeito comprovado para o controle do diabetes em crianças DM1


E insulina sem agulha, é possível?


INSULINA INALÁVEL, SERÁ QUE AGORA DARÁ CERTO?

Comentários

  1. onde posso encontra um aparelho desse ?

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  2. Infelizmente ainda não há como comprar esses aparelhos. Eles estão em fase de teste/desenvolvimento. Ainda levará algum tempo para que sejam comercializados.

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  3. em que ano vai ser lançado esse medidor de glicose ?

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  4. Prezada Isabella, infelizmente não é possível responder sua pergunta, visto que esses equipamentos passam por longos processos de pesquisa até que convençam as agências reguladoras (FDA nos EUA e ANVISA no Brasil) de que são seguros e precisos. Portanto, não é possível dizer ao certo quando conseguirão aprovação para comercialização.

    Ao mesmo tempo, há outros equipamentos, também interessantes, que já estão lançados ou eu fase de aprovação: http://tenhodiabetestipo1eagora.blogspot.com.br/2014/06/glicemia-sem-sangue-ou-no-celular.html

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  5. vocês sabem se existe algum outro aparelho que não precisa furar o dedo disponível no mercado? se souberem por favor me indique.

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