Nanotecnologia, nova esperança no Tratamento e Prevenção do Diabetes tipo 1


Em publicação recente no site do Centro de Diabetes Joslin, dos Estados Unidos, nova esperança tecnológica é revelada. No artigo fica claro que não são apenas as bombas de insulina que têm ficado menores e mais inteligentes. Pesquisadores começaram testes com Nanoterapeutica como uma forma de prevenir e tratar o diabetes tipo 1. O uso desta tecnologia em seres humanos pode estar a anos de distância, mas os resultados podem ser surpreendentes.

http://blog.dextak.com.br/2012/04/nanotecnologia/

Pesquisadores do Instituto Wyss for Biologically Inspired Engineering, da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston desenvolveram nanopartículas "inteligentes" injetáveis, que podem ser programadas para seletivamente entregar medicamentos ou células-tronco no pâncreas. Apenas entre 1 e 100 nanômetros (nm) de tamanho (uma cabeça de alfinete é 1.500.000 nm), essas células são as transportadoras de carga altamente específicas com sofisticados aparelhos teleguiados a bordo. Eles entregam drogas diretamente para as áreas afetadas pela doença.

Nanoterapeutica tem sido usada com sucesso para tratar tumores, tais como câncer de pulmão, mas esta técnica é nova para o mundo do diabetes. Na terapia do câncer os nano-mensageiros concentram-se na presença de vasos sanguíneos com vazamento para identificar seu alvo. Mas desenvolver um dispositivo similar para o diabetes é mais difícil porque não está totalmente claro como selecionar os tecidos de interesse.

A equipe do Instituto Wyss e do Hospital das Crianças abordou este problema usando uma partículas capazes de se ligar aos vasos sanguíneos no pâncreas que alimentam as células produtoras de insulina, que estão em maior risco durante o início da doença.

Em experiências, as drogas transportadas pelas nanopartículas para tecidos aumentaram a eficácia dos medicamentos entregues em 200 vezes (estudos de células). Fizeram isto mediante a proteção contra degradação do medicamento, e concentrando-o nas células beta pancreáticas (células produtoras de insulina no pâncreas). Com isso, a possibilidade de efeitos secundários tóxicos é bem menor, bem como menor custo de tratamento.

Este tratamento poderia um dia ser aplicado a pessoas com diabetes, mas também para as pessoas que estão em risco. Desde que os medicamentos sejam entregues diretamente no pâncreas, eles poderiam ter o potencial para impulsionar a produção de insulina e evitar, ou pelo menos atrasar, o desenvolvimento do diabetes tipo 1.

O artigo é concluido com a seguinte mensagem: "Saber que você pode estar em risco para o tipo 1 não fornece nenhuma vantagem terapêutica atualmente, e os tratamentos discutidos aqui estão a anos de distância de testes em humanos. Mas com um pouco de sorte, estas novas terapêuticas podem dar esperança para as gerações futuras."


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