DEPRESSÃO, comum e PERIGOSA em pessoas com DIABETES?

Pesquisadores há muito já tinham o conhecimento de que existe uma importante associação entre diabetes e depressão. Agora, em novas pesquisas foi evidenciado que sintomas de depressão em pessoas com Diabetes Tipo 2 podem ser significativamente reduzidos através de intervenções relacionadas à “angustia do Diabetes”. Isso sugere que, o que até então era categorizado como depressão, na verdade pode ser uma reação ao fato de se ter de conviver com uma disfunção complexa e estressante, e muitas vezes difícil de ser controlada.

http://jdrf.org/research/treat/

“Pelo fato de depressão ser medida em escalas sintomáticas, e não atreladas a uma causa, em muitos casos esses sintomas podem, na verdade, refletir alguma dificuldade pela qual uma pessoa pode estar passando em relação ao Diabetes, e não um diagnóstico clínico de depressão”, segundo o autor principal, Lawrence Fisher, PhD, ABPP, Professor de Medicina de Família e Comunidade na Universidade do Sul da Califórnia, São Francisco.

Fisher e seu time descobriram que tratar a “angústia de ter a disfunção” - através de programas de autocontrole de diabetes online (sendo esse um assistente de auto solução de problemas relacionados ao Diabetes, ou enviando informações personalizadas via e-mail) - reduz os sintomas de depressão (diferenças foram observadas em um período de 12 meses). Isso levou os pesquisadores a concluir que a “angústia de ter a disfunção” poderia ser tratada mais eficientemente por um time de assistência médica do paciente, do que por um especialista de saúde mental

http://behavioraldiabetesinstitute.org/resources/print-materials

Um segundo estudo não relacionado ao primeiro, realizado com pessoas com Diabetes Tipo 1, enfatizou a importância em tratar os sintomas de depressão independentemente da causa. Foi descoberto que, quanto mais expressivos os sintomas de depressão que o paciente apresenta, maior o risco de mortalidade. “Para cada 1 ponto de aumento na Escala de Depressão de Beck, os participantes apresentaram 4% de aumento de risco de mortalidade, após serem controlados outros fatores que podem aumentar o risco de morte”, disse Cassie Fickley, a autora responsável por analisar os dados como parte de seu Doutorado.

Segundo o Doutor Trevor Orchard, “Esses dados são bastante condizentes com as descobertas feitas anteriormente no estudo de Pittsburgh “Epidemiologia de Complicações do Diabetes” (EDC), em que mais sintomas relacionados à depressão prediziam incidência de doenças cardíacas”.

Por Eric Boury
Graduado em Ciência da Computação
Participante do 5o Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes ADJ

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